quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Resumo do IV Livro Política, de Aristóteles

Este trabalho para as ciências humanas vem a ser um resumo de umas das maiores obras da Antiguidade escrita pelo grego Aristóteles que estudou e desenvolveu pensamentos sobre as melhores e piores formas de política onde esta é essencialmente unida à moral. O objetivo da política é, primeiro, descobrir a maneira de viver que leva à felicidade humana, isto é, sua situação material, e, depois, a forma de governo e as instituições sociais capazes de a assegurarem.

O modo de exercício da política depende da organização própria de cada Estado. A constituição política de cada povo define quem está autorizado de participar do poder quem possui a virtude de cidadão. O governo e constituição significam a mesma coisa, sendo que o governo pode ser exercido de três maneiras diferentes; por um só, por poucos ou por muitos. Se tais governos têm como objetivo o bem comum, podemos dizer que são constituições retas, ou puras. Por outro lado, se os poderes forem exercidos para satisfazer o interesse privado de um só, de um grupo ou de apenas uma classe social, essa constituição está desvirtuada, depravou-se. Nota-se aqui o claro confronto ressaltado por ele entre a busca do bem comum e o interesse privado ou de classe. Quando um regime se inclina para o último, para algum tipo de exclusivismo, voltando às costas ao coletivo, é porque se perverteu. As três formas de governo corretas são monarquia, aristocracia e governo constitucional que também relacionam se a tirania, oligarquia e a democracia alguma forma pode ser pior ou melhor (injusta ou justa) para sua sociedade em qual está encerida.

A origem do Estado remota as leis naturais. Tendo fundamento natural, pois seria o resultado desencadeado por força da natureza atribuindo o valor da vida em sociedade. A busca natural pela sociedade origina o Estado como forma de organização, ou seja, um poder encarregado da elaboração e imposição de regra para a convivência social.

A democracia é uma forma melhor de governo. Nela muitos desfrutam do título de cidadão garante a participação direta nas tomadas de decisão do estado. Ela é melhor desde que o envolvimento de muitos seja um meio para chegar ao bom censo de todos. Haja vista, este objetivo pode também desvirtuar-se, conduzindo a um regime aparentemente democrata, mas que na verdade, é a sua corrupção. Trata-se da demagogia, que se define como o governo da massa ou multidão, tendendo a só enxergar os interesses dos pobres, à violência e à ilegalidade.

A aristocracia é outra forma de governo melhor, onde o nome quer dizer governo de poucos, elite ou minoria. Por definição a aristocracia reúne os melhores da sociedade, aqueles que possuem a virtude do mando, exigindo prudência e responsabilidade. Essa camada de notáveis no poder seria encarregada de promover o bem comum do Estado. V ele lembrar, quando existe uma minoria no poder utilizando-o apenas para defender seus próprios interesses (financeiros), já não se trata de uma aristocracia, mas sim de uma forma corrompida, que é a oligarquia um governo que não visa o bem da sociedade, mas apenas o da classe que governa.

A contra partida, a pior de todas as formas de governo é aquela em que os cidadãos são igualmente reduzidos à condição de escravos e submetidos ao governo de um só, ou seja, a tirania. Contradizendo a própria noção de cidadania, ao não reconhecer as diferentes virtudes dos membros da sociedade política e ao privar a todos o direito de interferência sobre o poder, a tirania é contraria a natureza das coisas, pois, entre homens livres e iguais, não é a razão mas simplesmente a força , que um seja o senhor de todos.

O bom governo é movido pelo interesse público e não provado, e para que isto ocorra o poder político pertença às instituições, e não aos indivíduos. A constituição política é uma espécie de estrutura que orienta o exercício do poder, ditando a direção que ele tomará.


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